Tai Chi Curitiba |
| "Aprendi esta forma com o professor sênior (meu ShiFu) Niall O`Floinn em aulas particulares, regulares e com o Mestre (meu ShiGong) Wang Hai Jun em seminários na Europa. A interpretação dos movimentos para este texto é de minha inteira responsabillidade, eximindo-os de qualquer eventual equívoco que aqui tenha sido transmitido. No sentido de facilitar a visualização dos movimentos citados a seguir, sugiro ao leitor que assista esta forma nos vídeos da Forma dos 18 Movimentos disponíveis neste site. Apenas é bom ressaltar que os mesmos são de apresentação, não tem caráter didático para o aprendizado de uma aula. Sugerimos ao interessado procurar um professor de Tai Chi Chuan (Taijiquan) qualificado." - Levis Litz - - Em breve: mais movimentos desta Forma! - |
Forma dos 18 Movimentos - Shi Ba Shi do Grão-mestre Chen Zheng Lei A"Forma dos 18 Movimentos" (Shi Ba Shi). Esta sequência de movimentos, criada pelo Grão-mestre Chen Zheng Lei foi extraída da "Forma Tradicional da Família Chen" (Lao Jia Yi Lu). Yu Bei Shi : Preparação A partir da postura em pé de WuJi deve-se buscar o recolhimento e a preparação para o TaiJi. O início é com uma respiração calma, focada e serena. 1. Tai Ji Qi Shi : Início do Tai Chi A . Permanecer em pé naturalmente com os pés juntos. . Respirar, inspirar e expirar o ar profunda e serenamente. . Deixar as duas mãos ao lado do corpo, com as palmas direcionadas para dentro. . Manter a cabeça de forma ereta, mas não rígida. . Deixar os lábios selados suavemente com a língua tocando gentilmente o céu da boca. . Permanecer com o olhar para frente, para o horizonte. . Naturalmente flexionar um pouquinho os joelhos e relaxar o quadril enquanto afunda (recolhe) o corpo. . Levantar o pé esquerdo e dar um passo para a lateral esquerda até a distância aproximada do quadril ou da largura dos ombros. . Tocar o solo primeiro com os dedos do pé e logo a seguir com o pé inteiro. Nesta postura os pés devem ficar alinhados e um pouquinho voltados para fora e em contato firme com o chão. . O arco dos pés (Yong Quan) deve ser elevado suavemente do chão, com o peso distribuído igualmente nos pés. . O corpo deve estar relaxado, o peito suavemente afundado, recolhido, os ombros relaxados, o peso do corpo enraizado e os cotovelos naturalmente para baixo. Ao fazer os ajustes na postura da coluna e dos joelhos, estabelecer a região central do pélvis e cóccix numa postura neutra e se concentrar também no períneo, Hui Yin. . A região cervical deve permanecer ereta, o queixo naturalmente encolhido. . Deixar o esterno e as clavículas tranquilos. . Manter uma suave atenção sobre a sensação corporal que sobe até o topo da cabeça. . Permanecer com o olhar direcionado para frente, para o horizonte. Observações . Ao dar o passo para a esquerda, o peso deve primeiro ser transferido sobre a perna direita e então o pé esquerdo pode ser erguido de uma maneira controlada. Assim que se move para esquerda os dedos dos pés tocam primeiramente o chão e então gradualmente toda a planta do pé. Transferir o peso do corpo lentamente. O corpo inteiro relaxado permite que a energia (Qi) flua para o Tan Tien (abdômen) e depois através das pernas para o ponto do Yong Quan nas plantas dos pés. Enquanto os joelhos são levemente flexionados, manter os quadris relaxados. Expirar profundamente assim que o corpo afundar, se recolher para baixo suavemente. Ficar mentalmente calmo e relaxado enquanto adquire um espírito concentrado e consciência focada. Procurar manter a mente vazia no estado de Wu Ji, em que não há divisão do yin e yang. . Ao inspirar, concentrar-se no centro de gravidade física do corpo, Tan Tien. Ao expirar, observar como a energia, Qi, desce para o períneo (Hui Yin), para iniciar a “Órbita Cósmica”. A energia Yin sobe da terra, pelos pés, através do ponto 1R, Yong Quan, continua pelas pernas até os rins, ponto Ming Men, que por sua vez se une com a energia que desceu do Tan Tien inferior até o períneo (Hui Yin), para se conectar com a Órbita no canal posterior ou vaso governante, Du Mai, canal do Yang. Depois, a energia sobe até a cabeça, passando pelo alto da cabeça, Bai Hui, até a região do entrecenho, Ying Trang. B . Inspirar e elevar os braços lentamente em paralelo até ficarem na altura dos ombros, com as palmas voltadas para baixo. . Deixar os pulsos leves, como se fossem sustentados por fios como as marionetes. . Manter os ombros relaxados e os cotovelos suavemente dobrados. . Os joelhos e os quadris permanecem relaxados e assim que os braços se elevam, o corpo deve afundar, baixar suavemente, deixando que os órgãos internos se acomodem. . Os dois pés permanecem firmes no chão. . Direcionar o olhar para frente, para o horizonte. Observações . Assim que os braços se elevam e o corpo afunda, se recolhe, para baixo, os músculos do peito, das costas, da cintura, as costelas e o abdômen devem ficar relaxados. Os ombros não devem subir com os braços. A respiração é realizada pelo nariz e não se deve segurar a respiração em nenhum momento. C . Expirar ao mesmo tempo em que levar os braços para baixo, mantendo os cotovelos baixos e afundar o quadril naturalmente, flexionando os joelhos suavemente e mantendo a base, enraizando sobre o eixo do meio dos pés. . Deixar as mãos naturalmente abertas com os dedos estendidos (não completamente esticados) como se tocasse o ar com as pontas. . Deixar aberto o espaço entre indicador e polegar, Boca do Tigre, o dedo médio naturalmente estendido em conexão com o centro da palma da mão, Lao Gong, com os pulsos dobrados sem obstruir a articulação. . Abaixar as palmas das mãos, voltadas para baixo, até a altura da cintura, aproximadamente até o umbigo, Dai Mai. Observação importante . Ao pressionar suavemente as palmas para baixo, não deixá-las tensas. Manter o movimento relaxado. O corpo se afunda, se recolhe, com os quadris, joelhos e tornozelos, mas se mantém ereto. Cuidar para não inclinar a cintura e o tronco, esta postura é semelhante ao sentar numa cadeira ou cavalo. Expire o ar assim que baixar suas mãos e o corpo se recolhe. Lembrar de sempre respirar pelo nariz. É importante compreender o processo de como o Qi desce pelo canal anterior ou vaso da concepção, Ren Mai, canal do Yin. A ponta da língua deve ficar em contato com o céu da boca, logo atrás dos dentes incisivos; estabelece-se assim uma ponte de conexão entre a energia Yang com o canal Yin, que desce pela garganta, passando pelo plexo e umbigo até chegar novamente ao Hui Yin e iniciar a subida pelo Du Mai. Além de ser relevante entender bem a pauta corporal (coreografia) conjugada com a coordenação dos movimentos dos pés e das mãos combinados com a respiração, deve-se também primar pelo pensamento dirigido consciente. Daí ser imprescindível a prática do Qi Gong, tanto em posturas estáticas quanto dinâmicas. Aprender a parte física do encadeamento trará benefícios terapêuticos oriundos dos movimentos desse nível de aprendizado; quando se aprende a fazer a respiração consciente no kati, há um benefício fisiológico e energético, e ao se aplicar o pensamento dirigido e consciente, a mente e o espírito se completam, se alimentam e se equilibram. Observação Final . Para que aprendamos a fazer o tai chi chuan (tai ji quan) com qualidade e extrair os melhores resultados terapêuticos de sua prática, durante todo o kati (encadeamento) devemos manter os padrões desse primeiro movimento. Salvo as modificações específicas quando houver um movimento com variações de cadência ou ainda quando houver a “exteriorização da energia”, Fa Jin, com alinhamento e correção de postura dos eixos de cada movimento, posição ou transição específicas. - Artigo de autoria de Levis Litz publicado na Revista Tai Chi Brasil, Edição nº 7. |
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| "O ALUNO DE TAI CHI CHUAN (TAIJIQUAN) PRATICA ATÉ FAZER TODOS OS MOVIMENTOS CERTOS. O PROFESSOR PRATICA ATÉ NÃO FAZER NENHUM MOVIMENTO ERRADO." |